Medo

 

O medo pode ser desencadeado por um perigo real ou presumível (imaginário).

A função do medo é dar o alerta ao nosso organismo e mobilizar os nossos recursos para fazer face à adversidade.

O medo é uma das emoções básicas do ser humano, uma vez que foi o responsável pela sobrevivência dos primeiros homens. O medo permitiu àqueles seres frágeis e com um cérebro pouco desenvolvido serem capazes de se protegerem dos animais selvagens, não comerem qualquer alimento que pudesse ser nocivo à saúde e manterem-se unidos em grupo para que a sobrevivência fosse mais fácil. É devido à sua ancestralidade e ligação à sobrevivência que o medo é tão profundo e difícil de erradicar das nossas vidas. Todos, em maior ou menor grau, experimentamos o medo em algum momento das nossas vidas, mas por opção, fruto de uma decisão consciente e corajosa podemos ultrapassar este sentimento em vez de nos deixarmos tomar por ele.

 

 

 

Nas formações de desenvolvimento pessoal e no trabalho individual de coaching aquilo que observo em termos dos medos que mais se destacam, quando se fala em sucesso são: o medo de fracassar, das críticas e julgamento dos outros, medo de não termos todos os atributos/qualidades.

 

A forma mais consistente e racional de lutar contra os medos consiste em reconhecermos o nosso poder pessoal.

 

Temos medo de um futuro que jamais controlaremos, de um presente com o qual nem sempre sabemos lidar, nem que escolhas devemos fazer. O medo surge com um propósito: avisar-nos para nos prepararmos para um futuro acontecimento, nada mais, PREPARA-SE!

 

Deixo-vos uma frase de Sharma (2012, p. 64):

O que nos retém na vida é a invisível arquitetura do medo. É ela que nos mantém nas nossas zonas de conforto, que são, na verdade, os lugares menos seguros para se viver. Na realidade, o maior risco na vida é não assumir riscos. Mas de cada vez que fazemos aquilo que tememos, recuperamos o poder que o medo nos roubou, pois do outro lado do nosso medo reside a nossa força. Cada vez que entramos no desconforto do crescimento e do progresso, ficamos mais livres. Quanto mais medos atravessamos, mais poder recuperamos. Desta forma, tornamo-nos tremerários e poderosos e somos capazes de viver as vidas dos nossos sonho

Quais os seus principais medos?

Qual a área da vida em que esse medo atua?

 

 

 

 

 

 

Quem seria você sem esses medos? O que alcançaria?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual a emoção oposta ao medo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Após a descoberta da emoção oposta ao medo, escreva pelo menos 3 afirmações que a inspirem para essa emoção.

 

 

 

 

Agora, repita tantas vezes quanto possíveis essas mesmas afirmações para ti. E repara no que acontece.

 

 

 

Estratégias para lidar com o medo:

1.      Não tenha vergonha de ter medo;

2.      Reconhecer e aceitar o medo, pois só quando aceitamos é que conseguimos transformar;

3.      Partilhar a sua emoção com alguém da sua confiança;

4.      Treinar uma forma de lidar com os episódios de medo, através de exercícios antecipatórios de respiração e relaxamento;

5.      Fazer uma lista de coisas que estão na origem do medo;

6.      Avaliar se o medo é real ou presumível;

7.      Pensar de forma positiva, antecipando a situação e visualizando-a de forma vitoriosa;

8.      Partilhar os seus sucessos, recordando com orgulho os passos dados para a gestão do medo.

 

 

 

Exercício para lidar com o medo

Técnica da distração: quando o medo ataca, olhar para uma coisa e descrevê-la ao pormenor, com detalhe e sem descanso. Só parar quando o medo começa a abrandar e o coração já bate mais devagar.

Contar de trás para a frente, por exemplo comece no número cinquenta até chegar a zero.

 

 

 

Exercício para lidar com o medo – autoconhecimento

Objetivos:

  • Aprender a observar-se; 
  • Aumentar a curiosidade sobre si mesmo;
  • Potenciar o autoconhecimento e autoconsciência.

Veja-se fora do seu corpo, como se fosse uma mosca fixa numa parede. Salte fora de si. Veja-se. Pense sobre o seu próprio pensamento, sentimentos e comportamentos. Questione-se: “ O que me leva a pensar, sentir e agir assim?

Este exercício vai ajudá-lo a sair do modo “automático” e a desenvolver consciência dos seus sentimentos e estados emocionais e variações de humor para posteriormente adquirir controlo sobre eles.

 

 

 

Referências Bibliográficas:

 

Hill, N. (2017). A lei do sucesso. Lisboa: Lua de Papel.

 

Schwartz, D, J. (2017). A magia de pensar em grande. Lisboa: Lua de Papel.

 

Sharma, R. (2012). As cartas secretas do monge que vendeu o seu Ferrari. Lisboa: Pergaminho.